Uma competência essencial que pode te levar ao fracasso na carreira

Quando falamos em flexibilidade, inicialmente é necessário refletir se somos capazes de mudar nossos planos ou mesmo de deixar de fazer uma tarefa quando as circunstâncias assim exigirem.
Flexibilidade é a capacidade de adaptar-se e conseguir trabalhar de forma eficaz nas mais distintas situações e com grupos de pessoas diferentes. Trata-se de uma qualidade que possibilita que a pessoa entenda e saiba valorizar as diferenças entre pontos de vista diversos, adaptando seu próprio enfoque a um determinado cenário, quando necessário.

Ser flexível é aceitar a realidade sem criar barreiras, é acolher as mudanças e responsabilidades que o seu papel venha a solicitar para que se mantenha sempre competitivo e atualizado. É estar disposto a, até mesmo, mudar suas próprias ideias ou seu enfoque perante uma nova situação e/ou informação, ou uma evidência oposta, compreendendo as perspectivas e ideias provenientes de outras pessoas. É também saber gerenciar as situações e colaboradores de forma que, em muitas ocasiões, você consiga refletir com discernimento e agir com profissionalismo e competência, aplicando procedimentos que se adaptem a uma determinada realidade, para alcançar objetivos e metas globais da organização.

Toda mudança de hábito e atitude exige um esforço gradual e constante. Por isso, se você deseja aumentar seu grau de flexibilidade, terá que empreender um determinado nível de esforço, pois nem todos nascem com a habilidade de se adaptar ao comportamento de outra pessoa. Esta é uma tarefa que se torna ainda mais importante e urgente para aqueles que ocupam posições de liderança. Hoje é fundamental saber tomar as decisões corretas em situações adversas, envolvendo o cumprimento de resultados e prazos estabelecidos pela organização em que se trabalha. É fundamental saber adequar planos, objetivos ou projetos à realidade que se apresenta em determinados momentos do nosso dia a dia, lembrando que são pessoas que conseguem realizar mudanças na organização, sempre visando a melhoria de desempenho e, consequentemente, dos resultados.

Para fazer as coisas acontecerem, deve haver uma atitude de trabalho que envolva a atuação de uma equipe participativa. Muitas vezes, a necessidade de refletir em meio a complexidade do nosso dia a dia, poderá nos levar a fazer consultas aos nossos superiores e mesmo a nossos pares sobre ideias e percepções para que a decisão seja a mais adequada aos fatos que se apresentam.

O mundo atual, com suas constantes transformações, faz com que as mudanças ocorram em alta velocidade. Este aspecto vem fazendo com que a flexibilidade seja considerada uma das competências imprescindíveis para a admissão de profissionais em determinados níveis das organizações, especialmente para cargos que lidam com situações de complexidade.

Esta busca acirrada das empresas por profissionais com esta qualificação se torna ainda mais contundente se observarmos a necessidade de se obter bons resultados num curto prazo e de manter as pessoas motivadas em suas atividades. Então, seguindo esse raciocínio, ser uma pessoa flexível não é sinônimo de aceitar qualquer coisa, de qualquer jeito, ou de ter que se dobrar ou deixar as coisas acontecerem.

Flexibilidade hoje é uma atitude e uma habilidade de pessoas que possuem discernimento e responsabilidade, aprimorando seu processo de decisão à medida que o tempo passa. São profissionais que, na maioria das vezes, têm como ponto de partida a pré-disposição de compreender e valorizar diferentes pontos de vista e se adaptar, sendo donas de uma aguçada percepção, a mais próxima possível da realidade do contexto onde atuam.

E você, como tem lidado com as adversidades do dia a dia na sua empresa?
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Rejane Bussolotto
Rejane Bussolotto
Personal e Business & Executive Coach formada pelo Instituto Brasileiro de Coaching, consultora comportamental (DISC – Assessment) e consultora 360°. Formação em Desenvolvimento Pessoal e Profissional, Practitioner em PNL (Programação Neurolinguística), neurocoaching e mentoring; formada pelo Instituto Eduardo Shinyashiki. Bacharel em Administração de Empresas com Ênfase em Recursos Humanos pela FSG (Faculdade da Serra Gaúcha), e MBA em Gestão de Pessoas & Coaching pelo Instituto Brasileiro de Coaching.

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