Sua história = Sua missão

Matáfora revela propósito

O momento mais perfeito para começarmos a descobrir nossa missão é justamente quando aquela grande dúvida aparece: “não sei mais o que eu quero fazer da minha vida”.

Não saber é o ponto de partida, é onde procuramos tudo que gostaríamos de fazer e onde destruímos todas as crenças que cultivamos até hoje. Mas, para isso acontecer, precisamos sobrevoar nossa existência e identificar os pontos de fusão, as metáforas por trás de cada vivência que tivemos.

Um exemplo de metáfora foi quando escolhi a faculdade de Relações Públicas. Na época, eu achava que queria me relacionar com o publico de forma diferente do que descobri hoje. Eu pensava nas várias funções que um RP pode desenvolver dentro de uma empresa, na área de recursos humanos ou eventos, mas hoje vejo o objetivo real dessa escolha: eu queria mesmo era me relacionar com as pessoas, mas de uma maneira mais construtiva do que eu imaginava, eu queria contribuir com o seu desenvolvimento. E o que estou fazendo hoje? Bingo!!

Podemos usar outro exemplo, uma  criança quer ser policial quando crescer, o que faz um policial? Protege as pessoas, proporciona segurança para a sociedade, combate a criminalidade. E qual a metáfora por trás dessa profissão? Poderia ser o fato de ter autoridade e poder fazer justiça com as próprias mãos. E digamos que essa criança cresce e não se torna um policial, mas resolve fazer faculdade de Direito e ser juiz. A metáfora continua a mesma, não é? Então ela está no caminho certo. Mas e quando essa criança cresce e não recebe o apoio para ser policial nem juiz, e acaba fazendo faculdade de administração, por exemplo, o que acontece? Frustração, vazio, raiva e tantos outros sentimentos que geram conflitos diários.

E você? Já parou para pensar nas metáforas que se escondem por trás de cada profissão exercida ou vocação que você possui? Observe detalhadamente cada experiência significativa que você teve para identificar qual era o seu desejo por trás de cada escolha. E para isso, mãos à obra, experimente, escreva sua autobiografia. Não se preocupe com a escrita em si, coloque as palavras do seu jeito, e no final, tente achar os pontos de fusão entre todas as coisas significativas que você considera ter feito. Veja a metáfora por trás de cada uma delas. Tome nota, reflita, no momento exato tudo fará sentido.

Hoje, eu consigo olhar para trás e entender como cada vivencia que eu tive, como por exemplo a faculdade de Relações Publicas, morar no exterior, aprender outras línguas, modelar, ter escolas de idiomas e ser empresária, modelou a minha forma de ver o mundo, as pessoas e me torna apta a ser uma Coach com mais empatia e segurança para contribuir no processo de cada cliente que chega até mim criar asas e voar.

Quando finalmente nos tornamos adultos, frustrados por termos optado pelo seguro, pelo conveniente e socialmente aceito, não sabemos como conviver com tamanha segurança, é tanta zona de conforto que chega a ser desconfortável. Somos frutos dessa geração que aos trinta e poucos anos já quis se aposentar em pelo menos três carreiras diferentes. E assim o fez. Para a incompreensão dos nossos pais e avós, somos eternos insatisfeitos.

E, assim, seguimos no conflito entre mudar ou contentar os outros. Qual a sua escolha?

 

 

 

Carolina Maino
Carolina Maino
Graduada em Relações Públicas com MBA em Gestão Empresarial pela FGV, Possui formação internacional em Coaching pela SLAC (Sociedade Latino Americana de Coaching), é Analista de Professional Assess Certification, desenvolvendo habilidades de avaliação e construção de Modelo de Competências, Analista DISC (Avaliação de Perfil Comportamental) e Practitioner em Programação Neurolinguística.

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