Natália Pezzi


Self Coach, Professional Coach, Life Coach, Leader Coach, Analista comportamental e Extensão Universitária pelo Instituto Brasileiro de Coach - IBC. Vivência em Emagrecimento e Resgate da Autoestima. Formação em Biomedicina pelo centro Universitário Feevale.


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Incentivar, motivar e ajudar as pessoas a encontrarem um equilíbrio entre corpo, mente e alma. Através das técnicas do processo de Self Coaching, promover a ruptura de crenças limitadoras com foco total no POSITIVO. Resgatar a verdadeira essência do ser humano e proporcionar a compreensão do mundo externo e a interação com ele, promovendo o autoconhecimento e consequentemente a realização pessoal e o bem-estar.



Experiência


Nos últimos anos, Natália tem se dedicado à transformação pessoal. Durante toda sua vida, sempre sofreu com seu próprio preconceito em relação ao seu corpo e desenvolveu a tão temida compulsão alimentar. Há cerca de 4 anos, resolveu recomeçar a vida de uma maneira diferente, antes de pensar em emagrecer e encerrar os episódios de compulsão alimentar, passou a procurar maneiras para entender os motivos que a levavam a comer e assim, conseguiu mudar seu relacionamento com a comida.

Natália passou a estudar, desenvolver técnicas e aprofundar seus conhecimentos nesse tema para que, com sua vivência e compartilhando a sua história, ela consiga auxiliar as pessoas a se libertarem do seu próprio sofrimento para viverem de uma maneira leve e feliz.

História de Vida


Me chamo Natália Pezzi, tenho 34 anos e me considero em constante evolução buscando a cada dia me tornar a melhor versão de mim mesma. Pensando na minha história, lembro que quando era pequena, sempre me achei mais gordinha em relação a minha irmã e as minhas colegas. Na educação física do colégio tínhamos que fazer a pesagem e meu peso era sempre superior ao peso das meninas; no jantar em casa, minha mãe sempre falava para eu comer pouco, o que me levava a pensar que deveria comer pouco pois estava acima do peso.

Essas e outras situações no decorrer da minha vida, me levaram a pensar que eu não era digna de ser amada e feliz, afinal eu era “Gorda” e associava esses sentimentos a um determinado padrão corporal que não era o meu.

Natália Pezzi

Foi então que os episódios de compulsão alimentar iniciaram, enquanto meus pais trabalhavam eu comia exatamente tudo o que tinha em casa. Em um determinado momento, meus pais, por se preocuparem comigo, passaram a trancar o armário da dispensa, com corrente e cadeado, para que eu não tivesse fácil acesso à comida. Certamente eles faziam isso pois queriam o meu bem, por carinho, por amor e por cuidado, mas eu somatizava isso e sentia como se fosse uma confirmação de que eu não era amada pois era “Gorda”.

O tempo foi passando e eu continuei comendo compulsivamente, eu me deslocava até o mercado mais próximo, comprava tudo o que eu podia e comia compulsivamente até meus pais chegarem no final do dia. Eu mentia dizendo que não tinha comido absolutamente nada e escondia os papéis e restos de comida no meio das minhas roupas. Quando meus pais encontravam isso, tentavam de todas as maneiras fazer com que eu parasse de comer e continuei gerando limites associando tudo isso ao fato de não ser amada por ser “gorda”.

Fui crescendo, as compulsões continuavam, até que com 10 anos fui na primeira consulta com uma nutricionista. Óbvio que eu não conseguia seguir a dieta, pois a vontade de comer era tanta que a sensação que eu tinha era: “ou eu como ou eu morro”. Assim se iniciou a jornada de tentativas de dietas na minha vida. Dieta do sol, da lua, da proteína, muita medicação e nada de resultado. Em um mês emagrecia e no outro engordava o dobro, pois os episódios de compulsão continuavam. Alguns dias comia praticamente nada, em outros comia até passar mal, surgia assim o sentimento de culpa, de incompetência, de ódio de mim mesma. Passei a me odiar completamente e comia cada vez mais, realmente achava que não merecia ser amada e feliz.

Já na adolescência passei a me relacionar com pessoas que estavam na mesma frequência de energia que eu, me tornei uma pessoa revoltada e agressiva, acreditava que nada na minha vida daria certo. Já nessa época, passei a aceitar relações abusivas em virtude do desamor, não me sentia amada pela minha família, detestava a vida que eu tinha, me olhava no espelho e não suportava a imagem que refletia nele, era triste, sem luz, sem vida.

Aos poucos eu fui me tornando uma pessoa obesa, me formei e logo após a formatura resolvi sair da casa dos meus pais e seguir minha vida com um namorado que tinha na época, estava com 22 anos e bem mais gordinha que na adolescência, minha vida profissional estava sem perspectiva alguma, na verdade minha vida no geral era totalmente sem perspectiva. Foi então que passei a condicionar uma suposta felicidade ao dia que conseguisse me tornar magra.

Natália Pezzi

Segui em um relacionamento que não era o que eu tinha sonhado para minha vida, sem respeito, sem amor, sem carinho, sentia a necessidade de ter alguém ao meu lado para conseguir me sentir mulher e por isso, não conseguia me libertar de uma relação que não era nada saudável. O trabalho também não me trazia felicidade alguma, os recursos financeiros que vinham dele eram suficientes para eu levar uma vida digna e com conforto, mas mesmo assim, não me sentia feliz com isso. Fui me acomodando, aceitando todas essas situações e me tornando vítima das minhas próprias escolhas.

Aos 29 anos, minha mãe conversou seriamente comigo e acabou me convencendo a subir na balança. Foi aí que ocorreu o primeiro choque da minha vida: mais de 120 kg, que sensação de tristeza, minha vontade naquele momento era de morrer, e confesso que por diversas vezes depois disso tive pensamentos suicidas.

“Não significa que agora seja mais fácil, fácil não é! Só que agora não é mais doloroso.”

Não tinha mais roupa para usar, só usava calça de moletom, camiseta e vestidos largos, continuava não me permitindo sair de casa e ter uma vida social, afinal tinha muita vergonha de mim mesma. Me sentia péssima e não tinha coragem e força para mudar. Alguns meses depois, postaram uma foto nas redes sociais dos tempos de escola, eu e minhas amigas da época, e foi então que tive o segundo choque de vida: “EU NÃO ERA GORDA”. Percebi que minha mãe realmente tinha razão quando me falava que quando mais jovem eu não era gorda (nunca consegui entender como ela poderia falar aquilo). Acabei me tornando uma adulta OBESA e isso porque sempre tive a percepção de ser GORDA, acreditava tanto nessa percepção que inconscientemente fiz de tudo para realmente me tornar aquilo que eu acreditava ser.

A partir desse momento eu teria que decidir se continuaria a vida daquela maneira ou se escolheria um novo começo. E minha escolha foi mudar, fui em busca de resgatar minha essência, resgatar a Natália que eu havia perdido ao longo da vida, coloquei um fim no relacionamento que na minha percepção não me fazia bem e utilizei o retorno financeiro do meu trabalho para desbravar novos caminhos.

Natália Pezzi

No início voltei para as dietas da moda, mas dessa vez escolhi não utilizar medicamentos pois sabia o efeito de cada um deles. Mesmo conseguindo emagrecer um pouco, os episódios de compulsão ainda estavam presentes na minha vida e me encontrava em um eterno estado do efeito sanfona. Queria chegar com meu corpo igual ao da fulana, com o cabelo igual ao da beltrana e o estilo da sicrana e assim segui em frente sem muito sucesso.

No ano de 2017, resolvi entender toda a minha história, resgatar o que eu realmente gostava ou não, resgatar o meu EU que não sabia mais por onde eu tinha deixado. Procurei ajuda para que eu tivesse o entendimento de vida necessário para seguir em frente. Foi então que compreendi qual era exatamente minha relação com a comida, uma relação de dependência, afinal a comida sempre supriu aquela falta de amor que achava que tinha. Encontrei o melhor amor do mundo: o amor-próprio, entendi que nunca me faltou amor na minha família e nem com as pessoas do meu convívio, o que me faltava era o meu amor para comigo.

Hoje, com 35 kg eliminados, mudei a maneira com que me relaciono com a comida, a compulsão alimentar não faz mais parte da minha vida, a comida serve para me nutrir. Descobri prazeres em outras coisas, como por exemplo, o prazer de me olhar no espelho e gostar da imagem refletida nele, e muito além disso, conseguir sentir e enxergar minha essência. Ainda tenho objetivos para conquistar, mas sei que agora o tempo agirá a meu favor para alcançar exatamente tudo o que eu desejo. Enquanto isso, sigo minha vida feliz, cheia de amor e com metas e objetivos de vida bem definidos, nunca esquecendo que a felicidade também está na jornada e não somente no destino.

Tenho a certeza de uma única coisa: a Natália de antes foi fundamental, em todos os momentos, para que eu me tornasse a Natália de hoje. Aprendi a honrar e respeitar a minha própria história visando chegar ao topo da minha pirâmide evolutiva com foco sempre no POSITIVO.

E você, saberia contar a melhor história da sua própria história?

“Não significa que agora seja mais fácil, fácil não é! Só que agora não é mais doloroso.”

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