O Medo É Seu Melhor Amigo ou Seu Chefe?

Pergunto isso porque todos nós temos medo de alguma coisa e sempre gostamos de pensar no medo como nosso melhor amigo, pois ele faz com que tenhamos prudência, faz com que pensamos antes de agir, ele nos protege de situações de perigo e nos mantem vivos!

Mas acontece que existem dois tipos de medo: o medo necessário e o medo desnecessário. O medo necessário pode ser considerado como esse perfil de melhor amigo, que te aconselha e te faz pensar. Já o medo desnecessário, age como um agente secreto em missão, pronto pra bombardear o primeiro desconhecido que te olhar na rua ou que vai te arrastar para dentro de um quarto secreto cada vez que você pensar num novo negócio, numa viagem sozinha pelo mundo ou qualquer ideia que você tenha que pareça absurdamente perigosa e te coloque em risco.

Bom, eu estou sendo um pouco dramática, mas essa é a reflexão de hoje. O medo já vem no nosso pacote de dados e não tem como elimina-lo, o segredo é fazer com que ele se torne seu melhor amigo e não um chefe que dirige a sua vida, te deixando sem poder de reação.

O medo é superprotetor e fica vigilante 24 horas por dia, foi assim desde sempre, e sempre será. Então, a dica de hoje é: faça as pazes com o seu medo, aceite que ele tem a melhor das intenções para você, escute o que ele tem pra dizer, mas o mais importante de tudo, peça que ele te de evidências e que prove que realmente você corre perigo na situação em que esta querendo enfrentar.

Cada vez que você sair da esfera do pensamento e colocar de forma prática, no papel mesmo, quais os riscos que você corre em determinada ação que deseja realizar, poderá ter uma visão clara do contexto e aí sim decidir o próximo passo, baseado na realidade dos fatos e não na ilusão criada pelos nossos pensamentos medrosos. É você quem deve decidir e não o seu medo. E quando decidir seguir em frente, de a mão para o medo e caminhem juntos, como aliados e não como inimigos. Dessa forma o medo não poderia mais te boicotar.

Quero deixar aqui uma reflexão sobre o como também somos responsáveis por incutir o nosso medo nos outros, pensa numa criança que esta brincando no parquinho, você cuidando dela diz: “Joãozinho, não sobe tão alto no escorregador que você vai cair. Joãozinho, não corre que você vai se machucar. Joãozinho, não pula do muro que você vai quebrar uma perna!”

Olha a gravidade disso, a criança já cresce aprendendo que qualquer situação de risco que ela vá enfrentar, terá consequência negativa.

Olha como seria diferente se falássemos: “Joãozinho, cuidado quando você correr tão rápido, presta atenção para que você se divirta e não corra o risco de cair.”

É diferente não é? Quando estamos no controle do medo, podemos aceitar que o risco existe, mas que ele pode ter consequências muito positivas e não somente negativas. Outro exemplo simples e o medo de sair de um emprego estável, para abrir um negócio dos teus sonhos. O teu medo ou as pessoas que te aconselham podem dizer: imagina, vai arriscar e perder tudo, começar do zero, gastar todas as tuas economias, é muito perigoso!

A outra forma de dizer isso com o medo no papel de melhor amigo seria: olha, pode ser arriscado trocar seu emprego fixo por um negócio novo, mas se você se programar e traçar um planejamento, pode dar super certo e você vai viver mais realizado, mais motivado. E se por outro lado não der certo, o que de pior pode acontecer? Você começar do zero? Pode até ser, mas você tem saúde, inteligência e competência, então sempre poderá recomeçar. Não existem erros, apenas resultados.

É diferente a forma como podemos pensar e vencer esse grande bloqueio que é o medo do desconhecido não é?

Deixo aqui uma frase que me inspira sempre: Tudo o que você sempre quis está do outro lado do medo.

Carolina Maino
Carolina Maino
Graduada em Relações Públicas com MBA em Gestão Empresarial pela FGV, Possui formação internacional em Coaching pela SLAC (Sociedade Latino Americana de Coaching), é Analista de Professional Assess Certification, desenvolvendo habilidades de avaliação e construção de Modelo de Competências, Analista DISC (Avaliação de Perfil Comportamental) e Practitioner em Programação Neurolinguística.

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