O grande desafio de uma transição de carreira!

Estamos na era das realizações, onde o grande sonho é encontrar uma carreira gratificante, algo que vá além apenas de um trabalho diário. Uma atividade que permita suprir nossas necessidades financeiras, mas que também gere satisfação pessoal. Surge então a grande questão: como planejar um processo de transição de carreira em busca da nossa tão sonhada felicidade?

Primeiramente quero te dizer que um processo de mudança não acontece do dia para a noite. Toda ruptura não costuma ser uma decisão repentina. Em média um ciclo de transição de carreira demora em torno de até 3 anos para acontecer, considerando desde os primeiros sinais da crise de insatisfação, a coragem de assumir o desejo de mudança, as experimentações e a tomada de decisão para aí sim a busca por novas opções.

Investigue a natureza das escolhas que fez até o presente momento de sua vida e avalie se estão alinhadas com sua verdadeira vocação. Na maioria das vezes as escolhas que fizemos ainda quando jovens no início da vida profissional, carregam uma forte dose de herança familiar, em especial, a escolha de nossa formação educacional. Quando isso ocorre é bastante comum que, com o passar dos anos, as motivações do passado se esvaziem, abrindo espaço para dúvidas e, até mesmo frustrações.

Nesse momento a primeira ação é investir no autoconhecimento. É por isso que quando falo de carreira, falo de autoconhecimento. Busque entender seus valores, seus interesses, o estilo de vida que mais lhe agrada e as suas verdadeiras paixões. Na maioria das vezes é fundamental a ajuda de um profissional para essa investigação, que lhe ajude a definir sua verdadeira identidade e também a identificar as motivações que mais pesam para a carreira, que podem ser: dinheiro, status, respeito, vocação, talento, vontade de fazer a diferença, liberdade como foi o meu caso, entre outras tantas.

Abandone a crença limitadora de que trocar de carreira é desperdiçar experiências e habilidades. O fato de ter investido tanto tempo em uma área profissional, não tem que ser uma barreira para seguir novos caminhos. As competências adquiridas em experiências anteriores podem se aplicáveis em outros contextos.

Comece a pensar em coisas que te chamam a atenção. Não pense em profissões, mas em realizações, em atividades que te dão prazer ou despertam um interesse. Muitas vezes, um hobby pode esconder uma verdadeira vocação e uma habilidade pouco valorizada pode ser o início para a realização de algo novo na tua vida.

Outro passo fundamental é um plano de transição, com ênfase para as ações que quer e as que não quer fazer. Pense nos recursos que precisa ou pode investir, ou até mesmo naquilo que pode abrir mão, caso escolha reduzir as atividades profissionais que que exerce hoje, para se dedicar a outras. Busque o apoio de pessoas de referência, que já passaram pelo mesmo processo, que possam te instruir nesta nova caminhada. Inicie novos relacionamentos, amplie o seu círculo social, seu networking.

Não é necessário inverter os papéis e ao invés de iniciar pelo método tradicional de mudar com foco no “planejamento”, comece pelo método de “experimentação”. Isso significa interagir com o ambiente, com as atividades e com as pessoas que na sua visão, estão realizando aquilo que desejam. Ao invés de apenas definir uma meta, um caminho, a melhor forma de realizar a mudança é começar um envolvimento com novas possibilidades, viver novas experiências e fazer experimentos sim, mesmo que em forma de projetos futuros. Isso te permite avançar com um menor risco e resultados mais efetivos.

Tenha um mentor, de preferência alguém que tenha vivido um processo de transição. Este apoio é fundamental para ajudar você a enfrentar os obstáculos da nova caminhada, compartilhar ensinamentos e ajudar a manter a autoestima e a confiança em um alto nível.

E por fim, abandone a ideia de que existe um único trabalho ideal, sob medida e para a vida toda, capaz de gerar toda a satisfação e plenitude. O novo contexto e as mudanças de mercado substituem o conceito de estabilidade por empregabilidade. Isso significa que os relacionamentos e vínculos de longo prazo passam a ser substituídos por diferentes modelos e contratos de trabalho, incluindo a possibilidade de ter múltiplos empregadores ou de se construir uma carreira mais autônoma e empreendedora.

Então, fique atento, é bem possível que a sua felicidade não seja alcançada simplesmente com uma mudança de emprego, mas na descoberta da sua melhor forma de se relacionar com seus talentos, interesses e prioridades particulares.

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Rejane Bussolotto
Rejane Bussolotto
Personal e Business & Executive Coach formada pelo Instituto Brasileiro de Coaching, consultora comportamental (DISC – Assessment) e consultora 360°. Formação em Desenvolvimento Pessoal e Profissional, Practitioner em PNL (Programação Neurolinguística), neurocoaching e mentoring; formada pelo Instituto Eduardo Shinyashiki. Bacharel em Administração de Empresas com Ênfase em Recursos Humanos pela FSG (Faculdade da Serra Gaúcha), e MBA em Gestão de Pessoas & Coaching pelo Instituto Brasileiro de Coaching.

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