Eu aceito o outro como ele é quando reconheço que sou como sou

“Respeitar, significa, antes de tudo reconhecer. Respeitar uma pessoa é reconhecer que ela existe, que é como é, e que é certa da maneira como é. Isso pressupõe que eu me respeite da mesma forma – que eu reconheça que existo, que sou como sou e que, tal como sou, também sou certo.” (Bert Hellinger)

Vivemos um momento de muita intolerância. Opiniões diversas não são aceitas. Pessoas diferentes são discriminadas. Atitudes contrárias são abominadas. Enfim, vivemos em um momento de muitas intolerâncias, imposições e frustração.

E não, não estou me referindo a política. E sim, aos seres humanos e suas formas de ver a vida.
Cada vez mais são impostos às pessoas, padrões de comportamentos considerados corretos e moralmente aceitos e cada vez menos se olha para o outro com verdadeira empatia.

Falando em empatia, percebo que a definição de empatia que se popularizou é: “colocar-se no lugar do outro com a MINHA visão”, algo do tipo, se eu estivesse no lugar dele sentiria isso, pensaria assim, faria tal coisa. E se exige que a pessoa siga essa regra criada pela minha maneira de perceber a vida. Na verdade, o sentido verdadeiro de empatia é: “colocar-se no lugar do outro e sentir o que ELE sente, com base nas experiências dele e na bagagem que ele carrega”.

Talvez para você superar a distância física de alguém que se ama seja muito difícil, mas talvez para o seu vizinho seja algo mais simples. Talvez para você perder o emprego seja uma tragédia, mas para o seu colega seja a chance de recomeçar em outra carreira. Por isso, a tamanha dificuldade em aceitar que o outro aja, pense e sinta diferente de mim, pois eu imagino como eu me sentiria em tal situação e deduzo que o melhor para mim também seja o melhor para o outro, mas nem sempre é assim.

Enfim, cada ser é único, cada ser viveu uma história única e por isso possui percepções únicas, baseadas nas experiências únicas que viveu. E somente quando eu consigo respeitar e aceitar o outro como ele realmente é, eu me permito aceitar e ser como realmente sou, o que torna nossa relação mais leve e real, afinal ninguém é como imaginamos ou idealizamos, nem tampouco nós mesmos.

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Mariana Michelon
Mariana Michelon
Mariana é consteladora familiar formada pela Universidade de Caxias do Sul em parceria com o CELPI, Professional & Self Coach formada pelo Instituto Brasileiro de Coaching, advogada formada pela Universidade de Caxias do Sul.

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