Entre a boa e a má consciência

“ O que assegura nosso direito de pertencimento, sentimos como bom.” (Bert Hellinger)

Bert Hellinger observou que as pessoas faziam coisas consideradas ruins com sentimentos de inocência e coisas boas com culpa e que o fator determinante para isso estava ligado, especialmente, ao seu vínculo familiar. Segundo ele, a boa consciência é o lugar conhecido, são as velhas verdades e a má consciência é o novo, as novas verdades, os novos caminhos.

Adentramos na má consciência quando pensamos, sentimos e fazemos algo que não está em sintonia com as expectativas e as exigências das pessoas e grupos aos quais queremos pertencer. Isso significa que, se nossos pensamentos, desejos e ações colocam em perigo nossa ligação e nosso direito de pertencer, nossa consciência reage com o sentimento de medo, chamado de má consciência.

Por outro lado, quando pensamos, desejamos e agimos em sintonia com as expectativas e exigências desses grupos, nos sentimos iguais e temos a certeza de que fazemos parte. Assim, não precisamos experimentar o medo e sentimos como boa consciência o sentimento seguro de pertencer.

Na boa consciência, o padrão familiar indica meus comportamentos, e é neste campo que formo meu caráter, me capacito, desenvolvo competências, mas também é nele que, de forma automática, reproduzo condicionamentos familiares. Na má consciência me lanço as incertezas, as novas experiências e a possibilidade de fazer diferente mesmo que isso gere um incômodo ou uma desaprovação, pois é isso que irá me permitir sair dos padrões que vinham se repetindo no meu sistema familiar.

Então, quando afirmamos nas constelações que é necessário ir para má consciência para a vida fluir, não estamos sugerindo que se faça algo considerado imoral ou ilegal, e sim, fazer algo diferente do que o seu sistema costumeiramente faz, e isso pode estar relacionado com ser próspero, caso o sistema seja escasso, ter um relacionamento estável, caso o sistema tenha relacionamentos difíceis, ser saudável caso o sistema seja de doenças, etc.

Enfim, em alguns momentos da vida, é necessário que as pessoas saiam da boa consciência e caminhem em direção a má consciência, pois somente assim poderão quebrar os padrões de comportamentos estabelecidos no seu sistema, somente assim poderão fazer diferente na busca pelo êxito que almejam em suas vidas.

Quer saber mais sobre Constelação Familiar? Clique aqui.

Mariana Michelon
Mariana Michelon
Mariana é consteladora familiar formada pela Universidade de Caxias do Sul em parceria com o CELPI, Professional & Self Coach formada pelo Instituto Brasileiro de Coaching, advogada formada pela Universidade de Caxias do Sul.

Os comentários estão encerrados.