E se você encontrasse sua versão do futuro, o que ela lhe diria?

E se você encontrasse sua versão do futuro, o que ela lhe diria?

Recentemente, em uma conversa com um amigo, o assunto era sobre quem seríamos se em momentos de decisão, tivéssemos optado por outro caminho. Deste assunto surgiu a indicação de um livro antigo, mas desconhecido por mim até então: “UM”, de Richard Bach. O livro é uma aventura entre o passado, presente e futuro, onde o autor e sua esposa viajam por caminhos que nunca foram trilhados em sua própria história e aprendem com a pessoa que foram ou poderiam ser.

Tive a oportunidade de ler este livro em uma recente viagem a trabalho, como forma de usufruir bem o tempo de vôo até a cidade destino [casualmente o autor do livro foi piloto da força aérea e suas histórias sempre relatam aventuras com vôos]. Compartilho um trecho desta aventura:
“Sobrevoamos, subimos mais alto – falei, sentindo a voz trêmula com a carga das respostas -, e temos uma perspectiva!
Vemos todas as escolhas, todas as bifurcações, as encruzilhadas.
Mas quanto mais baixo voamos, mais perdemos perspectiva.
E quando pousamos, desaparece nossa perspectiva de todas as demais opções! Focalizamos em detalhes: detalhes diários, horários, de minutos, e nos esquecemos das vidas alternativas!”

Quantas vezes vivenciamos um problema e não vemos nada além dele? Quantas vezes corremos contra o tempo no dia a dia e passamos as horas no automático? Quantas vezes culpamos a situação ou o outro, como se não tivéssemos o poder de escolha de trilhar um caminho diverso? Quantas vezes ignoramos a nossa capacidade para fazer diferente?

Passamos a maior parte do tempo em solo, com foco em detalhes. E não me refiro que devemos passar o tempo sonhando e sem os pés no chão [é preciso o equilíbrio], mas sim, que estamos com o olhar baixo demais para que possamos ver os demais caminhos e outras perspectivas.

Quando exercitamos nossa observação consciente e sobrevoamos a nossa história ou um problema, nos responsabilizamos pela mudança interna ou mudança de rota, percebemos os caminhos alternativos e para onde nos levarão. Mas para isso, é preciso ação, assim como o avião que em solo não usufrui de sua melhor e maior capacidade.

Você é o comandante do seu vôo, mas para iniciá-lo é preciso respeitar o tempo, reconhecer que existem caminhos alternativos, escolher qual rota você seguirá, tomar a decisão de decolar, e se durante o vôo o tempo mudar, decidir em meio a turbulência pegar rotas alternativas, mas sem ignorar que existem outras aeronaves compartilhando o mesmo tempo e espaço que você e com o mesmo direito de trilhar e mudar suas rotas. Somos nós que escolhemos dentre os caminhos e qual o foco queremos dar.

Pude então refletir sobre a minha vida, o que me proporciona a sensação de bem-estar e qual o caminho que percorri para alcançar este sentimento. Repensei ainda em escolhas diárias que não me proporcionam sentimentos bons e, para estas escolhas, fiz o exercício de respirar e sobrevoar: pude sentir e ver caminhos alternativos e qual a ação que preciso tomar para mudar a rota. Também exercitei a continuidade do caminho atual e para qual destino me levaria.

Mas qual a bússola devemos usar para decidir dentre os inúmeros caminhos e possibilidades? O livro nos relembra que a intuição é nosso principal guia e que pessoa com maior capacidade para sentir qual o melhor caminho é você mesmo. Por isso a importância do autoconhecimento, do autocuidado e de práticas que auxiliem no exercício de autopercepção.

O que você verdadeiramente quer? Observe, perceba, sinta, tome responsabilidade pela sua história e faça um movimento em direção a mudança de rota, ao objetivo, ao destino que quer para si mesmo. Se você encontrasse sua versão do futuro, o que ela lhe diria?

 

Saiba mais sobre (Re) Equilíbrio, Harmonia Vibracional e Física.

 

Katlen Berton
Katlen Berton
Tem formação em Direito pela Universidade de Caxias do Sul com MBA em Gestão Empresarial pela Unisinos. Membro da Associação Brasileira de Direito e Administração [ABD&A]. Obteve qualificação em diversos cursos na área de Gestão, Administração e Relacionamento com o Cliente, acumulando 20 mil horas de experiência em gestão de equipes e relacionamento com o cliente.

1 Comentário

  1. Avatar Melissa Martins disse:

    Amei!!! Gratidão por compartilhar… parabéns!